Agência Estado
Os lançamentos de ações entraram em "banho-maria" no primeiro bimestre deste ano, mas as ofertas públicas de debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas) deram um salto em relação a igual período do ano passado, totalizando R$ 32,2 bilhões, conforme dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No primeiro bimestre de 2007 os lançamentos de debêntures totalizaram apenas R$ 250 milhões e, nos dois primeiros meses de 2006, R$ 16,57 bilhões.
terça-feira, 4 de março de 2008
IPC-S Salvador
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal da cidade de Salvador (IPC-S/Salvador) registrou variação de -0,07%, na apuração realizada na quarta e última semana de fevereiro de 2008. O resultado foi 0,46 ponto percentual (p.p.) inferior ao divulgado na terceira semana de fevereiro, que foi de 0,39%.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Comércio Exterior, a Explosão das Importações - análise IEDI
O saldo comercial brasileiro teve uma queda muito significativa nos dois primeiros meses do corrente ano. Foi de apenas US$ 944 milhões em janeiro e US$ 882 milhões em fevereiro, segundo divulgou hoje o MDIC. O saldo menor em fevereiro é explicado pelas maiores importações de petróleo e combustíveis nesse mês, enquanto no mês anterior as compras desse item tinham sido baixas. Isso esclarece a variação de um mês para outro, mas está muito longe de servir como motivo para resultados extremamente baixos da balança comercial, que na média desses dois meses com relação ao bimestre janeiro/fevereiro de 2007, foi 67,1% menor. Em valor total, o saldo do bimestre do ano passado chegou a US$ 5,4 bilhões e nesse ano a apenas US$ 1,8 bilhões.
A avaliação geral é de que o comércio exterior brasileiro irá obter saldos mensais mais favoráveis ao longo do ano. Porém, o que salta aos olhos é que não há um fato propriamente novo que explique o resultado tão baixo dos dois primeiros meses de 2008. Em outras palavras, o comércio exterior brasileiro nesse período tão-somente seguiu as tendências, especialmente de crescimento verdadeiramente explosivo das importações, que já vinham se apresentando desde o último trimestre do ano passado.
O crescimento maior da economia e um novo boom de investimentos que se observa na passagem de 2007 para 2008 estão na base dessa explosão das importações. Mas o processo teria sido muito menos pronunciado e muito mais propiciador de uma participação mais efetiva dos produtores domésticos se a valorização da nossa moeda não tivesse ocorrido na magnitude e na velocidade com que se deu. Em pouco mais de um ano o Real se valorizou em cerca de 20%, formando toda uma cadeia de reações empresariais de defesa de sua competitividade. Estas reações, por seu turno, conduziram a uma substituição da produção doméstica por importação, igualmente forte e rápida dos insumos e componentes na fabricação doméstica de bens, seja para exportação, seja para colocação no mercado interno.
A avaliação geral é de que o comércio exterior brasileiro irá obter saldos mensais mais favoráveis ao longo do ano. Porém, o que salta aos olhos é que não há um fato propriamente novo que explique o resultado tão baixo dos dois primeiros meses de 2008. Em outras palavras, o comércio exterior brasileiro nesse período tão-somente seguiu as tendências, especialmente de crescimento verdadeiramente explosivo das importações, que já vinham se apresentando desde o último trimestre do ano passado.
O crescimento maior da economia e um novo boom de investimentos que se observa na passagem de 2007 para 2008 estão na base dessa explosão das importações. Mas o processo teria sido muito menos pronunciado e muito mais propiciador de uma participação mais efetiva dos produtores domésticos se a valorização da nossa moeda não tivesse ocorrido na magnitude e na velocidade com que se deu. Em pouco mais de um ano o Real se valorizou em cerca de 20%, formando toda uma cadeia de reações empresariais de defesa de sua competitividade. Estas reações, por seu turno, conduziram a uma substituição da produção doméstica por importação, igualmente forte e rápida dos insumos e componentes na fabricação doméstica de bens, seja para exportação, seja para colocação no mercado interno.
Cesta Básica tem queda de 3% em fevereiro
Em Salvador, o preço da Cesta Básica caiu 3,03% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. A informação foi divulgada hoje à tarde pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O índice representa que os 12 produtos que compõem a chamada "ração essencial mínima" foram comercializados no período a R$167,77. A desaceleração de fevereiro, porém, não contrabalançou a alta acumulada nos últimos 12 meses, que chega a 17,13%. A capital baiana acompanhou o ritmo de queda 11 das 16 regiões metropolitanas na qual o Dieese faz o acompanhamento dos preços da cesta.
No ano passado, os alimentos foram os principais vilões da inflação, e, em grande parte, responsáveis por empurrar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a 4,46% no período, apenas 0,04 ponto percentual abaixo da meta de inflação do Banco Central (BC).
No ano passado, os alimentos foram os principais vilões da inflação, e, em grande parte, responsáveis por empurrar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a 4,46% no período, apenas 0,04 ponto percentual abaixo da meta de inflação do Banco Central (BC).
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